{"id":2912,"date":"2021-06-14T11:46:25","date_gmt":"2021-06-14T10:46:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.inodev.pt\/?p=2912"},"modified":"2021-06-14T15:09:59","modified_gmt":"2021-06-14T14:09:59","slug":"modelo-crossing-the-chasm","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.inodev.pt\/en\/modelo-crossing-the-chasm\/","title":{"rendered":"\u201cCrossing the Chasm\u201d"},"content":{"rendered":"
Para al\u00e9m da cria\u00e7\u00e3o de novos mercados, o conceito de inova\u00e7\u00e3o disruptiva est\u00e1 tamb\u00e9m relacionado com a ado\u00e7\u00e3o de determinada inova\u00e7\u00e3o por parte de novos clientes, e com a transforma\u00e7\u00e3o de antigos modelos de neg\u00f3cios.<\/p>\n
Como se sabe, existem, segundo Rogers, cinco categorias de adotantes de inova\u00e7\u00f5es, que se caracterizam conforme o tempo que demoram a adotar determinada inova\u00e7\u00e3o ou tecnologia. Estes cinco perfis de consumidores, os inovadores, os adotantes iniciais, a maioria inicial, a maioria tardia e os retardat\u00e1rios distinguem-se relativamente ao tempo que demoram a adotar determinada inova\u00e7\u00e3o, num gr\u00e1fico com distribui\u00e7\u00e3o normal, que Rogers conseguiu identificar e que se adapta a qualquer ind\u00fastria ou setor.<\/p>\n<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t
\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/p>\n
Este modelo de ado\u00e7\u00e3o de inova\u00e7\u00f5es, que surgiu em 1962<\/strong>, \u00e9 utilizado h\u00e1 d\u00e9cadas, e permite perceber o que \u00e9 necess\u00e1rio comunicar em termos de produto para apelar a cada um destes perfis de consumidores. Ao longo dos anos de utiliza\u00e7\u00e3o do modelo, alguns autores perceberam que o modelo, apesar de verdadeiro, n\u00e3o se verificava de forma t\u00e3o linear na pr\u00e1tica como inicialmente sugerido, existido, em algumas situa\u00e7\u00f5es, lacunas entre as diversas categorias documentadas. Estas lacunas s\u00e3o, por vezes, significativas o suficiente para fazer com que at\u00e9 a startup mais promissora tenha dificuldades em transitar de uma categoria de consumidores para a seguinte.<\/p>\n A mais significativa destas lacunas entre categorias de adotantes de inova\u00e7\u00f5es foi descrita em detalhe por Geoffrey Moore, tendo dado origem \u00e0 express\u00e3o \u201cCrossing the chasm\u201d <\/em>ou \u201catravessar o abismo\u201d. Esta lacuna, que se situa entre as categorias de primeiros adotantes e maioria inicial, verifica-se na grande maioria das novas tecnologias e \u00e9, por isso, muito importante que empreendedores tenham conhecimento da sua exist\u00eancia por forma a poderem precaver-se relativamente a formas de a ultrapassar.<\/p>\n <\/p><\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t Segundo Moore, as pessoas pertencentes ao grupo dos primeiros adotantes (ou adotantes iniciais) caracterizam-se por apreciar avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos e inova\u00e7\u00f5es, gostando e querendo ser os primeiros a poder experiment\u00e1-las e test\u00e1-las. Assim, este grupo de indiv\u00edduos est\u00e1 muito disposto a despender tanto tempo como dinheiro para serem os primeiros a obter estes novos produtos ou servi\u00e7os.<\/p>\n Por outro lado, as pessoas que pertencem ao grupo da maioria inicial s\u00e3o mais reticentes \u00e0 ado\u00e7\u00e3o de novas tecnologias, querendo apenas experimentar inova\u00e7\u00f5es depois destas terem j\u00e1 sido testadas e depois de terem provas de que, de facto, cumprem o que prometem. S\u00e3o assim pessoas mais pragm\u00e1ticas e que n\u00e3o gostam de correr riscos.<\/p>\n A diferen\u00e7a entre ambos os grupos<\/strong> faz com que se crie um espa\u00e7o, ou abismo, no gr\u00e1fico de distribui\u00e7\u00e3o normal referido acima, fazendo com que a ado\u00e7\u00e3o de determinada inova\u00e7\u00e3o n\u00e3o seja t\u00e3o linear quanto o esperado por Rogers. \u00c9 a diferen\u00e7a entre os diferentes pontos de vista das pessoas que comp\u00f5e ambos os grupos que levam \u00e0 exist\u00eancia do abismo.<\/p><\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t A chave para solucionar o problema \u00e9 a segmenta\u00e7\u00e3o de mercado<\/strong>, dividindo o mercado em nichos pequenos, que vejam a inova\u00e7\u00e3o como uma forma de resolver uma dor que tenham. Uma segmenta\u00e7\u00e3o ponderada e eficiente permitir\u00e1 derrotar a concorr\u00eancia existente e expandir o produto para o restante mercado. Uma forma de o fazer \u00e9 apostar no marketing direcionado<\/strong> para a categoria da maioria inicial.<\/p>\n Assim, aliar um marketing eficiente ao conhecimento das necessidades e vontades dos diferentes grupos de consumidores \u00e9 a chave para o sucesso<\/strong> que permitir\u00e1 qualquer empreendedor ultrapassar o abismo.<\/p><\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":" A inova\u00e7\u00e3o disruptiva \u00e9 um tipo de inova\u00e7\u00e3o que cria novas categorias de mercado que se baseiam em mudan\u00e7as tecnol\u00f3gicas descontinuas ou em modelos de neg\u00f3cio disruptivos. Para al\u00e9m da cria\u00e7\u00e3o de novos mercados, o conceito de inova\u00e7\u00e3o disruptiva est\u00e1 tamb\u00e9m relacionado com a ado\u00e7\u00e3o de determinada inova\u00e7\u00e3o por parte de novos clientes, e com […]<\/p>","protected":false},"author":4,"featured_media":2914,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"content-type":""},"categories":[2],"tags":[],"yoast_head":"\nMas, ent\u00e3o, qual \u00e9 a raz\u00e3o para a exist\u00eancia deste abismo?<\/h2>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t
Assim, como \u00e9 poss\u00edvel ultrapassar esta barreira e derrotar, por exemplo, concorr\u00eancia que esteja j\u00e1 bem estabelecida no mercado? <\/h2>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t